Você cruza para Victoria de balsa pelas águas tranquilas das Ilhas do Golfo, passeia sem pressa pelos caminhos molhados do Butchart Gardens, vê hidroaviões pousando no Inner Harbour e se perde entre lanternas em Chinatown. Prepare-se para pequenas surpresas: pavões sob cedros ou risadas com palavras mal pronunciadas — esse passeio é menos sobre cumprir roteiro e mais sobre deixar a Colúmbia Britânica te conquistar aos poucos.
A primeira coisa que senti foi o cheiro de sal no ar enquanto esperávamos no Terminal de Balsas de Tsawwassen — não era bem cheiro de mar, parecia mais pedra molhada e algas. Nosso guia, o Mike, distribuiu barrinhas de cereal e fez piada sobre “sorte de ver baleia” (ele mesmo nunca viu uma). A balsa cortava as Ilhas do Golfo em silêncio, só o som baixo do motor e algumas gaivotas passando. Fiquei de olho na água, torcendo pra aparecer um golfinho. Não vi nenhum, mas a luz da manhã batendo nas ondas já valeu.
O Butchart Gardens parecia de outro mundo — não daquele jeito de cartão postal, mas daquele tipo que você sente o cheiro da terra molhada. Caiu uma chuvinha, então tudo brilhava. Me perdi perto do jardim japonês; tinha um bordo com folhas parecendo pequenas mãos vermelhas. O grupo foi andando no próprio ritmo (o que eu achei ótimo) e o Mike avisou pra encontrar todo mundo na fonte “se não quiser ficar pra trás”. O almoço foi só um café e um doce numa cafeteria lá dentro — sinceramente, dava pra passar horas só vendo o pessoal tirar foto dos tulipas.
O Inner Harbour de Victoria tinha uma energia boa — músicos de rua perto do Empress Hotel, gente vendendo quadros à beira d’água. Caminhamos pelo cais e vimos hidroaviões pousando bem na nossa frente. Chinatown me surpreendeu; é pequena, mas cheia de vida, com lanternas vermelhas atravessando o Fan Tan Alley. Um lojista riu quando tentei falar algo em cantonês (claramente não acertei). O Beacon Hill Park foi a última parada antes da volta — pavões por todo lado, o que já parecia normal depois de um dia tão cheio.
Ainda lembro de ficar parado no Mile Zero, olhando aquela placa que marca o início da estrada mais longa do Canadá. Dá vontade de pegar o carro e sair dirigindo sem destino, ou então só ficar ali parado mesmo. A volta de balsa foi mais silenciosa — todo mundo cansado, olhando as ilhas passando devagar no entardecer. Então, se você pensa em fazer um bate-volta pra Victoria e Butchart Gardens saindo de Vancouver… leva um tênis confortável e não tenha pressa na hora do almoço.
Esse é um passeio de dia inteiro, incluindo ida e volta de balsa entre Vancouver e Victoria.
O almoço não está incluído; você tem tempo livre para comer no Butchart Gardens ou em cafés próximos.
Sim, os bilhetes de ida e volta da BC Ferries já estão inclusos na reserva.
Se estiver fechado (19 de janeiro a 1º de fevereiro), a visita será ao Butterfly Gardens por cerca de 90 minutos.
Não há traslado do hotel; o encontro é em um ponto de saída definido em Vancouver.
Sim; bebês devem ir no colo de um adulto ou usar assento de elevação conforme a lei.
Você pode sair antes, mas precisa avisar o guia e assinar um termo de saída; não há reembolso das partes não utilizadas.
Ônibus podem ser acessíveis se solicitado com antecedência; caso contrário, não é garantido.
Seu dia inclui transporte em veículo confortável de acordo com o tamanho do grupo, água mineral e barrinha de cereal para o caminho, todos os impostos e taxas já pagos, ingresso para o Butchart Gardens (ou Butterfly Gardens durante o fechamento de inverno), bilhetes de ida e volta da BC Ferries entre Vancouver e Victoria com vistas panorâmicas, além de um guia-motorista que conduz o passeio no ritmo certo, sem pressa para você explorar ou tirar fotos à vontade.
Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?