Você vai conhecer moradores no mercado de Chinchero, caminhar pelos terraços misteriosos de Moray, sentir o ar mineral das salinas de Maras e subir nas pedras da fortaleza de Ollantaytambo — tudo com histórias do seu guia. Prepare-se para risadas, sabores andinos no almoço e momentos que vai querer guardar para sempre depois de sair de Cusco.
Tudo começou com um sorriso da Rosa no mercado de Chinchero — ela me entregou uma pulseira de tecido e falou algo em quíchua que eu não entendi direito. O ar lá em cima é fino e cortante, mas você esquece disso vendo as mulheres de saias coloridas rindo enquanto cuidam das batatas. Nosso guia, Edgar, apontou para um muro antigo na praça — dez nichos alinhados como se guardassem segredos. Tentei perguntar sobre a lenda do arco-íris (dizem que Chinchero é o berço dela?), mas meu espanhol atrapalhou e acabamos todos rindo. Foi um momento gostoso.
A estrada até Moray foi meio esburacada, não vou negar. Eu ficava olhando aqueles círculos verdes incríveis — os terraços agrícolas parecem coisa de outro mundo vistos de cima, como se fossem obra de extraterrestres. Edgar explicou que cada anel tem seu próprio microclima; ele pegou um punhado de terra e deixou escorrer pelos dedos. Tinha um cheiro doce e fresco. Ele disse que os incas usavam aquilo como laboratório agrícola — nunca tinha pensado que agricultura podia ser tão científica naquela época. Algumas nuvens começaram a aparecer, mas o sol ainda batia perfeito nas pedras.
Já tinha visto fotos de Maras, mas estar ali em cima das salinas foi diferente — o vento trazia um cheiro mineral estranho, quase metálico na boca. Uns meninos acenaram pra gente lá embaixo; as mãos deles estavam brancas de pó de sal. Não ficamos muito tempo porque o almoço nos esperava (buffet em Urubamba — muita quinoa), mas aquela vista ficou na minha cabeça por um bom tempo.
Ollantaytambo parecia um cenário de conto de fadas — escadas íngremes, pedras gigantes encaixadas tão perfeitamente que não dá pra enfiar uma moeda entre elas. Edgar contou que princesas tomavam banho nas águas sagradas daqui, o que soa romântico até você pensar no frio daquela água a quase 3.000 metros de altitude. Em Pisac minhas pernas já estavam bambas, mas mesmo assim acabei passando a mão nas bordas lisas daqueles muros antigos. “Pisac” significa perdiz — um pássaro que nunca vi, mas talvez tenha ouvido mexendo nas folhas lá embaixo.
O passeio dura o dia todo, com várias paradas em Chinchero, Moray, Maras, Ollantaytambo e Pisac.
Sim, o almoço está incluído — um buffet servido em Urubamba faz parte da experiência.
O traslado de ida e volta do hotel em Cusco está incluso; as entradas também estão cobertas durante o passeio guiado.
O guia bilíngue fala inglês e espanhol durante o passeio pelo Vale Sagrado.
Chinchero fica a cerca de 3.765 metros, um pouco mais alto que Cusco.
O passeio é adequado para a maioria das pessoas, mas não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou condições cardiovasculares.
Você vai ver templos cerimoniais dedicados aos deuses da água e do sol, além dos terraços e muros fortificados íngremes.
Sim — o roteiro inclui paradas nos terraços circulares de Moray e nas salinas de Maras.
Seu dia inclui traslado do hotel em Cusco e retorno após explorar as barracas do mercado de Chinchero, caminhadas guiadas pelos terraços de Moray e salinas de Maras, entrada nas ruínas de Ollantaytambo e nas construções de Pisac — tudo com um guia local bilíngue — além de um almoço buffet em Urubamba.
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