Você vai pegar um trem pela densa floresta para chegar à Garganta do Diabo no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, caminhar por trilhas cheias de névoa entre borboletas e água rugindo, e depois se molhar em um passeio de barco selvagem sob a queda San Martín. Inclui transfer em Puerto Iguazú, guia local especializado e aventura de jipe na selva — tudo em um dia inesquecível.
Já estávamos meio acordados quando a van parou em frente ao nosso hotel em Puerto Iguazú — ainda úmidos da chuva da noite anterior, com o som das cigarras no ar. Nosso guia, Martín, nos recebeu com um sorriso e um aviso: “Vocês vão se molhar — não tem jeito.” Ri, mas ele não estava brincando. A viagem até as Cataratas do Iguaçu levou uns 30 minutos, mas dava pra sentir o clima mudar quando deixamos a cidade para trás e entramos naquele verde todo. Fiquei de olho procurando tucanos pela janela, mas nenhum apareceu até então.
O verdadeiro começo foi aquele trenzinho ao ar livre dentro do parque. Tem algo de tranquilo em deslizar pela mata fechada enquanto todo mundo tenta falar baixo. Na estação Garganta do Diabo, Martín pediu para escutarmos as quedas antes de vê-las — e ele estava certo. O barulho é como um motor de avião, só que molhado. Caminhar pela passarela de metal sobre o rio parecia surreal; você flutua sobre aquela água selvagem e, de repente — bum — a Garganta do Diabo está ali, cheia de névoa, com as pessoas boquiabertas ou em silêncio. Nem tentei tirar foto boa, de verdade.
Depois, exploramos outras trilhas — a Trilha Superior tem quedas menores como Bosetti e Tres Hermanas, onde borboletas pousavam na minha manga (uma até pegou carona por um tempo). Almoçamos rápido umas empanadas no café do parque; nada sofisticado, mas juro que comida tem outro sabor quando seus sapatos estão molhados e você está sorrindo à toa. Aí veio a parte que Martín avisou: entrar nos zodíacos para o passeio de barco. A água bateu antes mesmo de chegarmos perto da queda San Martín — tentei gritar algo em espanhol, mas acabei engolindo água do rio. Todo mundo já estava rindo.
O passeio de jipe pela selva depois pareceu até em câmera lenta perto daquela confusão toda — oito quilômetros de estrada esburacada, com nosso guia apontando árvores estranhas e contando histórias de onças (ainda não vimos nenhuma). A floresta cheirava forte e úmida depois da chuva, meio como folha de tabaco molhada, se é que me entende. Quando voltamos para a cidade, meu cabelo ainda pingava e a capinha do celular tinha um leve cheiro de lama do rio. Mas o que não sai da cabeça é aquele primeiro momento na Garganta do Diabo — o som entra na pele de um jeito que você não esquece.
É um passeio de dia inteiro, começando cedo em Puerto Iguazú e retornando no fim da tarde.
Sim, o transfer de ida e volta está incluído para hotéis em Puerto Iguazú.
Leve roupa extra ou maiô — você vai se molhar bastante! Um saco plástico pequeno para proteger seus pertences é fornecido.
Não, o almoço não está incluído, mas há restaurantes dentro do Parque Nacional onde você pode comprar comida.
A idade mínima para o passeio de barco é 12 anos, por questões de segurança.
Não, a saída é somente de Puerto Iguazú, no lado argentino.
O passeio pode contar com guia multilíngue, dependendo do grupo.
Não, pessoas com problemas cardíacos ou gestantes não podem participar do trecho do passeio de barco.
Seu dia inclui transfer de ida e volta em Puerto Iguazú, ingressos para todas as atividades no lado argentino das Cataratas, incluindo o trem até as estações Garganta do Diabo e Cataratas, guia local especializado durante todo o passeio, aventura de jipe por trilhas na floresta e o passeio de barco semi-rígido sob a queda San Martín — só não esqueça de levar roupa seca para depois.
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