Você vai caminhar pela história de Pequim — da Praça Tiananmen a cantinhos secretos da Cidade Proibida — com um grupo pequeno e um guia local que conhece atalhos de verdade. Vai explorar trechos menos cheios da Muralha da China em Mutianyu, provar comida chinesa de verdade no almoço, descer de tobogã se quiser (confia). E terminar o dia nos jardins imperiais com vistas de lago que ficam na memória.
A primeira coisa que me impressionou foi o tamanho gigantesco da Praça Tiananmen. Nosso guia, Li, acenou para a gente, apontando onde fica o retrato do Mao e contou uma história rápida sobre o pai dele vendo a praça mudar ao longo dos anos. Eu ficava olhando para as pessoas — famílias soltando pipas, senhorzinhos jogando xadrez nos bancos. De repente, estávamos atravessando os portões da Cidade Proibida. Aqueles muros vermelhos pareciam não ter fim. Li tinha um jeito de nos levar por caminhos alternativos, desviando dos grupos lentos (graças a Deus), e conseguimos ver pátios silenciosos que eu jamais teria encontrado sozinho. Lembro de tocar numa daquelas portas antigas de madeira — áspera, fria na palma da mão — e pensar em todos os imperadores que passaram por ali. O almoço foi num lugar movimentado perto dali; até hoje não sei o que era metade dos pratos, mas tinha uma berinjela defumada que não sai da minha cabeça.
Depois, subir o Parque Jingshan era opcional, mas a maioria foi junto. A vista lá de cima — só telhados se perdendo na névoa — valeu cada passo cansado. Mais tarde, no Templo do Céu, Li nos mostrou um cantinho onde os aposentados se encontram para tentar arrumar um par (tentei não olhar muito). O ar tinha um cheiro leve de agulhas de pinheiro e incenso, e uma senhora praticando tai chi sorriu para a gente enquanto passávamos. À noite, dormi antes mesmo de encostar a cabeça no travesseiro.
No dia seguinte, começamos cedo com uma viagem até a Muralha da China em Mutianyu. Chegamos antes da multidão — isso faz toda a diferença pra quem, como eu, não gosta de lugares lotados. Lá em cima, o silêncio é estranho, só o vento e a sua respiração ecoando nas pedras. Alguns pegaram o teleférico, mas eu teimei em subir a pé (me arrependi no meio do caminho). A descida de tobogã? Muito mais divertida do que eu esperava — acho que gritei alguma coisa embaraçosa numa curva, mas valeu a pena. No caminho de volta, vimos o Estádio Nacional de Pequim pela janela da van (Li brincou com o apelido “Ninho de Pássaro”) antes de seguir para o Palácio de Verão.
Não esperava gostar tanto do Palácio de Verão — os corredores pintados parecem não ter fim, e tinha um cheiro suave de água do lago misturado com milho assado de um vendedor próximo. Vimos barcos-dragão deslizando enquanto Li contava como um imperador construiu tudo isso para o aniversário da mãe dele, séculos atrás. Já com os pés cansados, eu podia ficar ali por horas só vendo as pessoas fazendo piquenique sob os salgueiros.
Este tour em grupo pequeno tem no máximo 9 pessoas por turma.
O traslado está incluso para hotéis dentro do segundo anel viário de Pequim.
Você vai conhecer a Muralha da China em Mutianyu, famosa por ser menos cheia que outros trechos.
Sim, almoços tradicionais chineses estão incluídos nos dois dias em restaurantes locais.
Você pode escolher subir de teleférico ou gôndola; a descida de tobogã é opcional e oferecida quando disponível.
Sim, os ingressos para todas as atrações listadas já estão no preço do tour.
Sim, é obrigatório apresentar o passaporte para entrar na Cidade Proibida — não esqueça!
É necessário ter condicionamento moderado; há caminhada e escadas, principalmente na Muralha de Mutianyu.
Seu passeio de dois dias inclui traslado de ida e volta para hotéis no centro de Pequim, todos os ingressos para atrações como Cidade Proibida e Muralha de Mutianyu, água mineral durante todo o passeio, guia licenciado que fala inglês acompanhando cada passo (ou tropeço), transporte com ar-condicionado entre os pontos, além de almoços chineses reforçados para você não passar fome no meio da aventura.
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