Você vai sobrevoar cinco geleiras selvagens perto de Juneau em um hidroavião clássico, com assentos na janela garantidos e narração local — vendo fendas azuis deslizando abaixo e ouvindo histórias reais do Alasca pelo piloto. Prepare-se para arrepios ao cruzar a geleira Taku e avistar a natureza intocada que só se vê do céu.
O som do hidroavião cortando a água parecia moedas tilintando no bolso, só que bem mais alto. Encostei a testa no vidro (eles garantem assento na janela para todos, e é verdade), vendo Juneau ficando para trás. Nosso piloto, Mike, tinha aquele jeito tranquilo típico do Alasca. Ele apontava pequenos barcos de pesca lá embaixo, que pareciam apenas pontinhos no meio daquela água azul-esverdeada. Pelas caixas de som, vinham histórias — algumas sobre as geleiras, outras sobre pessoas que tentaram atravessá-las. Não esperava me sentir tão pequeno e ao mesmo tempo tão desperto.
A primeira geleira que avistamos foi a Norris, com a superfície rachada como porcelana antiga. A luz mudava o tempo todo — ora forte, ora suave — e sombras azuis estranhas se escondiam nas fendas. Tentei tirar foto, mas nenhuma capturou a beleza real. Alguém atrás de mim soltou um suspiro quando passamos sobre a geleira Taku — a maior daqui — e entendi o porquê. Dá para ver rios de gelo se estendendo até o infinito. O ar parecia gelado mesmo dentro do avião, se é que isso faz sentido. Minhas mãos ficaram meio dormentes de tanto segurar firme a câmera.
Demos uma volta sobre Hole-In-The-Wall e as duas Twin Glaciers (Leste e Oeste), cada uma com sua personalidade — algumas pareciam até calmas vistas de cima, outras davam a impressão de que te engoliriam se chegasse perto demais. Mike contou que a Taku ainda avança, enquanto a maioria das geleiras está encolhendo; ele falava com orgulho, mas também com um certo pesar. Me peguei sorrindo sem motivo quando ele virou o avião para a esquerda e o sol brilhou refletindo no rio lá embaixo. Quarenta minutos passaram voando — queria mais tempo lá em cima, mas também estava ansioso para sentir o chão firme de Juneau de novo.
O voo panorâmico dura cerca de 40 minutos no total.
Você vai sobrevoar as geleiras Norris, Taku, Hole-In-The-Wall, East Twin e West Twin.
Sim, todos os passageiros têm assento garantido na janela para apreciar as geleiras.
Sim, crianças de 2 a 12 anos pagam tarifa infantil; bebês até 2 anos viajam no colo gratuitamente.
O passeio é acessível para pessoas com mobilidade reduzida.
Recomenda-se roupas em camadas, calçados confortáveis, óculos de sol e câmera.
Não, o embarque é direto no píer do centro de Juneau.
Seu dia inclui assento garantido na janela a bordo de um hidroavião clássico deHavilland Otter, partindo do píer no centro de Juneau, com narração em áudio e texto durante todo o voo de 40 minutos sobre as geleiras — além de um mapa do percurso para acompanhar enquanto sobrevoa cinco geleiras distintas antes de voltar à cidade.
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