Você embarca no trem-bala em Osaka ou Kyoto e mergulha na história viva de Hiroshima — momentos de silêncio no Museu da Paz, ferry passando pelo Grande Torii, almoço com okonomiyaki quente em Miyajima. Com guia em inglês e tempo para descobertas na Omotesando Street, essa viagem de um dia deixa uma marca que dura muito depois de voltar para casa.
“Olhe para a esquerda — ali está,” disse nosso guia enquanto o shinkansen diminuía a velocidade chegando em Hiroshima. Nunca tinha ido num trem-bala antes e, sinceramente, ainda estava sorrindo com a suavidade e rapidez da viagem (o café mal se mexeu na minha xícara). Encontrar o grupo na estação foi fácil — alguém segurava uma placa com meu nome, o que me fez rir porque sempre acho que vou me perder em estações grandes assim. O ar lá fora estava mais quente que em Kyoto naquela manhã, e dava para sentir um cheirinho de comida de rua, mesmo sendo só 10h.
Nosso primeiro destino foi o Museu Memorial da Paz de Hiroshima. É difícil falar sobre isso. O ambiente era silencioso — ninguém falava muito, só nosso guia, que contou as lembranças da avó dela daquele dia. Me peguei olhando por tempo demais para um triciclo de criança atrás do vidro. Tem algo ali que faz o tempo parecer parar; você fica parado, absorvendo tudo. Quando saímos, alguém me entregou lenços sem dizer nada. Não esperava por isso.
O clima mudou quando chegamos ao píer de Miyajima — a brisa do mar bateu forte e dava para ouvir gaivotas brigando por restos perto do ferry. O barco passou tão perto do Grande Torii que quase deixei o celular cair tentando tirar foto (a água parecia mais verde do que eu imaginava). Na ilha, nossa guia Li mostrou onde provar o momiji manju, mas eu fui direto para o okonomiyaki — meu primeiro verdadeiro okonomiyaki no estilo Hiroshima, com macarrão e repolho quentinhos direto da chapa. Li riu quando tentei falar “okonomiyaki” em japonês — provavelmente falei errado. Passear pela Omotesando Shopping Street depois do almoço foi como entrar numa festa alheia: cheiro de incenso misturado com petiscos fritos, crianças de uniforme rindo, cervos pequenos farejando migalhas.
Até hoje lembro do ferry na volta — o sol começando a se pôr atrás do Santuário Itsukushima e tudo ficando dourado por um instante. O shinkansen de retorno estava mais silencioso; talvez todo mundo estivesse cansado, cheio do almoço ou pensando no que viu no museu. De qualquer jeito, fica na memória por mais tempo do que a gente espera.
Você vai em assento reservado no shinkansen (trem-bala), incluído na reserva; um assistente ajuda no embarque, mas não acompanha até o destino.
Sim — o almoço é um okonomiyaki no estilo Hiroshima; opções vegetarianas podem ser solicitadas com antecedência.
Visitaremos o Museu Memorial da Paz de Hiroshima (ou o Memorial Nacional da Paz se o museu estiver fechado), faremos um ferry passando pelo Grande Torii, exploraremos o Santuário Itsukushima e teremos tempo livre na Omotesando Shopping Street.
Sim, um guia em inglês recebe você na estação de Hiroshima e acompanha o grupo durante todas as atividades locais.
Sim — o ingresso para o Santuário Itsukushima e o Museu Memorial da Paz de Hiroshima estão cobertos pelo valor do tour.
Sua bagagem fica guardada com segurança no compartimento do ônibus enquanto você visita os pontos.
Você terá cerca de 60 minutos no Museu da Paz e no Santuário Itsukushima, além de 60 minutos de tempo livre na Omotesando Street.
Não recomendamos para quem tem dificuldade de caminhar longas distâncias ou condições de saúde específicas.
Seu dia inclui passagens reservadas no trem-bala saindo de Osaka, Kyoto ou Fukuoka com ajuda no embarque; transporte guiado de ônibus em Hiroshima; ingressos para o Santuário Itsukushima e Museu Memorial da Paz; almoço clássico com okonomiyaki (opção vegetariana disponível se solicitada antes); ferry de ida e volta com vista próxima do Grande Torii; além de guarda-volumes para sua bagagem enquanto explora — tudo com guia em inglês a partir da chegada em Hiroshima.
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