Você vai provar mezcal direto da fonte, admirar as piscinas minerais surreais de Hierve el Agua, explorar as ruínas zapotecas de Mitla com guia local e conhecer artesãos que tecem tapetes coloridos em Teotitlán del Valle — tudo com traslado do hotel e um almoço típico de Oaxaca. Não é só um passeio, é uma experiência que fica na memória muito depois de voltar para a cidade.
Confesso que não esperava a van tão animada às 8 da manhã — a avó de alguém já distribuía doces de tamarindo. Nossa guia, Lupita, nos recebeu como se fôssemos velhos amigos e, de alguma forma, decorou o nome de todo mundo na primeira parada. A saída da cidade de Oaxaca parecia meio surreal, vendo os vendedores de rua montando suas barracas sob aquela luz suave da manhã. Quando chegamos em Hierve el Agua, o ar estava fresco e quase mineral — dava até para sentir o gosto. Em pé na beira dessas cachoeiras petrificadas, senti uma mistura estranha de vertigem e admiração (e, sim, até hoje penso naquela vista). Alguns molharam os pés nas piscinas; eu preferi sentar numa pedra e absorver tudo. Duas horas passaram voando.
Depois fomos para Mitla — estava mais quente e empoeirado lá. Lupita nos guiou pelos antigos mosaicos zapotecas, passando o dedo pelos desenhos enquanto explicava como resistiram ao tempo por séculos. Ela riu quando tentei pronunciar “Lyobaa” (não rolou), mas disse que até os locais erram às vezes. As ruínas tinham uma energia silenciosa — como se estivéssemos invadindo memórias alheias. Depois, partimos para um buffet de almoço; tlayudas maiores que minha cabeça e mole negro que deixou a língua formigando por um bom tempo. Nada sofisticado, só sabores autênticos de Oaxaca.
Em Teotitlán del Valle, entramos numa oficina de tapetes onde a lã pendia em todas as cores que você possa imaginar — algumas feitas de insetos ou plantas (toquei um novelo e era mais macio do que eu esperava). O artesão mostrou como esmaga os cochonilhas para fazer o corante vermelho — foi impressionante. Depois, degustação de mezcal num palenque ali perto: defumado, doce e de repente um fogo descendo pela garganta. O dono servia copinhos e contava histórias das receitas do avô — parecia orgulhoso, mas meio tímido.
A última parada foi na Árvore do Tule, em Santa María el Tule. É difícil explicar o tamanho daquela coisa sem parecer exagero — parece mesmo coisa de conto de fadas. Ficamos na sombra dela enquanto Lupita contava lendas sobre sua idade; algumas crianças brincavam de pega-pega ao redor do tronco enquanto os pais tiravam fotos. Meus pés já estavam cansados, mas não me importei — saí de lá sentindo que tinha visto pedaços de Oaxaca que a maioria só conhece pelos livros.
O passeio dura o dia todo, com saída entre 7h30 e 7h50 e retorno à cidade de Oaxaca no fim da tarde.
Sim, o tour inclui um almoço buffet com comidas tradicionais de Oaxaca.
Sim, há uma visita guiada a Mitla que dura entre 40 minutos e uma hora com guia certificado.
Sim, você visita um palenque para conhecer o processo de produção e provar diferentes tipos de mezcal.
Sim, o traslado do hotel é feito entre 7h30 e 7h50, dependendo da sua localização em Oaxaca.
Não, não é recomendado para quem tem mobilidade reduzida ou certas condições de saúde, pois o terreno é irregular e há caminhadas.
O tour é conduzido em inglês e espanhol pelo mesmo guia, se necessário.
Você terá cerca de duas horas livres para caminhar ou relaxar nas piscinas de Hierve el Agua.
Sim, há uma parada em uma oficina de artesãos em Teotitlán del Valle para ver a produção tradicional de tapetes de lã.
O dia inclui traslado cedo do hotel em Oaxaca, transporte confortável com ar-condicionado entre todos os pontos, incluindo Hierve el Agua e Mitla com comentários de guia bilíngue certificado, duas horas livres nas piscinas minerais de Hierve el Agua, entradas quando aplicáveis, almoço buffet típico de Oaxaca, visita a oficina de tecelagem em Teotitlán del Valle e degustação de mezcal em palenque antes do retorno à cidade no fim do dia.
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