Você vai caminhar por trilhas antigas nos arredores de Sarajevo, passando pela vila de Umoljani e campos de flores silvestres até chegar em Lukomir — a aldeia mais alta da Bósnia. No caminho, verá lápides medievais, ouvirá lendas locais com seu guia, provará um almoço caseiro fresquinho com moradores e vai se maravilhar com o silêncio do cânion Rakitnica. Um dia que fica na memória, não só nas fotos.
“Você precisa experimentar o queijo,” disse nosso guia Edin assim que saímos da van em Umoljani. Eu nem sabia que tipo de queijo era — de ovelha? De vaca? Estava cedo, fazia um friozinho para junho, e o ar cheirava a grama molhada e fumaça de lenha que vinha lá de cima na encosta. Começamos a andar entre casas de pedra com telhados de ardósia, e lembro de uma mulher acenando do jardim. Ela tinha um sorriso tranquilo que ficou comigo o dia todo.
O caminho serpenteava por entre flores silvestres e pedras antigas — Edin parou em Dolovi, onde aquelas lápides medievais ficam expostas ao ar livre. Ele contou histórias da Bósnia medieval que pareciam metade verdade, metade lenda. A trilha acompanhou o riacho Studeni Potok por um tempo; a água era tão cristalina que dava para ver cada pedrinha no fundo. Em um momento, escorreguei numa pedra (fui o único que riu), mas, sinceramente, foi bom me sentir desajeitado ali. Passamos por Gradina, uma vila minúscula de verão onde os sinos das ovelhas ecoavam pelas colinas, e seguimos até ouvir a cachoeira Peruće antes mesmo de vê-la — um som baixo sob as árvores.
Lukomir finalmente apareceu depois do que pareceu uma eternidade (minhas pernas reclamavam). Os telhados são todos de madeira envelhecida e pedra — nada de luxo, só o básico para aguentar o vento daqui de cima. Nossos anfitriões nos receberam em casa para o almoço; pão ainda quente saído do forno, legumes cozidos com ervas que eu não consegui identificar, queijo salgado com um sabor mais intenso do que qualquer coisa que já tinha provado. Alguém serviu um café forte em xícaras pequenas — amargo, mas perfeito depois de caminhar a manhã toda. Tentei agradecer em bósnio; minha pronúncia estava péssima, mas eles sorriram mesmo assim.
Depois do almoço, fomos até a beira do cânion Rakitnica — tem um mirante onde tudo despenca de repente e você enxerga quilômetros de penhascos verdes e cinzas. O silêncio era só o vento e o som distante dos sinos das cabras. Às vezes ainda lembro daquela calma quando o barulho lá de casa fica demais, sabe?
A caminhada cobre vários quilômetros por trilhas de montanha entre as vilas de Umoljani e Lukomir.
Sim, o almoço tradicional caseiro preparado pelos moradores de Lukomir está incluído.
Sim, o transporte privativo de Sarajevo está incluso no passeio.
Sim, há opções halal, veganas, vegetarianas e sem glúten disponíveis mediante pedido.
A caminhada exige boa forma física e não é recomendada para iniciantes ou pessoas com problemas de saúde.
Sim, um guia local acompanha todo o percurso, compartilhando histórias e informações.
Sim, você poderá comprar artesanatos locais feitos pelos moradores da vila.
Leve calçado confortável para trilha, roupas adequadas ao clima, água e dinheiro para artesanatos, se quiser.
O dia inclui transporte privativo com ar-condicionado saindo de Sarajevo, bastões de caminhada para facilitar o trajeto por pedras, lanchinhos de trilha, pausas para café ou chá, além de um almoço bósnio fresquinho preparado pelos moradores de Lukomir — com opções halal, veganas, vegetarianas e sem glúten — tudo isso antes de voltar com conforto à tarde.
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