Você vai entrar nas praias de Sal Island à noite com guias e biólogos locais, procurando tartarugas cabeçudas que nidificam em silêncio sob o brilho das estrelas. Sinta o silêncio ao seu redor enquanto presencia o começo da vida, aprende com conservacionistas apaixonados e apoia a preservação real — tudo com transfer fácil do hotel e cuidado sustentável.
A van nos buscou em Santa Maria logo depois do anoitecer — eu mal tinha terminado o jantar, ainda com areia grudada nos tornozelos da tarde. O clima já estava úmido, daquele jeito pegajoso típico de Cabo Verde, e nosso guia Li nos recebeu com um sorriso e um lembrete para falarmos baixo quando chegássemos perto. A viagem durou uns vinte minutos, mas no escuro parecia mais longa, com os faróis iluminando os buracos na estrada. Alguém atrás de mim sussurrou que ia ver tartarugas cabeçudas pela primeira vez; percebi que nem sabia direito como elas eram de perto.
Chegamos à praia e o silêncio era quase total, só o vento e o som reconfortante das ondas quebrando fora da vista. O grupo se atrapalhou um pouco para sair — a lanterna de alguém piscou sem querer e Li logo nos fez silêncio, explicando como luzes brancas confundem a direção das tartarugas. Formamos uma fila meio solta, tentando não tropeçar em galhos ou uns nos outros. A areia estava fresca sob meus pés, mesmo com os sapatos. Li começou a contar sobre o Projeto Biodiversidade — descobri que essas tartarugas são chamadas Caretta caretta, que soa quase como uma música se você falar rápido (Li riu quando tentei dizer em português — provavelmente deturpei).
Esperamos em silêncio enquanto um dos voluntários vasculhava o movimento com uma luz vermelha estranha que mal iluminava. Teve um momento em que ninguém falou nada, só respirava e ouvia o mar, até que Li fez sinal para avançarmos: “Devagar.” Lá estava ela — uma enorme tartaruga fêmea cavando seu ninho com uma calma determinada. Prendi a respiração para não atrapalhar. Dá para ouvir as nadadeiras arranhando a areia; parecia mais pesado do que eu imaginava. Lembro do cheiro salgado misturado com algo quase terroso vindo das dunas atrás de nós.
Não esperava sentir tanta vontade de protegê-la enquanto ela cobria os ovos — acho que todo mundo sentiu isso. Até o cara que estava brincando antes ficou parado. Aprendemos por que roupas escuras são importantes (as tartarugas se confundem com cores claras) e por que não pode usar flash nas fotos. É estranho como a gente começa a torcer por um animal que nunca viu antes. No caminho de volta, conversamos baixinho sobre quantos ninhos sobrevivem a cada ano — Cabo Verde é um dos lugares mais importantes para a reprodução delas no mundo. Ainda penso naquela caminhada lenta de volta para a van, sob estrelas que você não vê nas cidades.
A atividade geralmente começa entre 19h30 e 22h30, dependendo das condições; o horário exato do transporte é confirmado no dia do passeio.
Sim, o transporte privado com busca e retorno ao hotel está incluso.
O passeio não é recomendado para crianças menores de 3 anos ou pessoas com mobilidade reduzida.
Sim, use roupas escuras e calçados fechados confortáveis para não atrapalhar as tartarugas à noite.
Você pode tirar fotos ou vídeos usando as luzes fornecidas; flash ou luz branca não são permitidos.
O avistamento depende das condições ambientais, mas o tour teve 100% de sucesso nos últimos 5 anos.
O passeio é guiado por especialistas e voluntários de projetos locais de biodiversidade focados na proteção das tartarugas.
Sua noite inclui transporte privado com busca e retorno ao hotel, orientação de especialistas em natureza envolvidos em projetos locais de conservação, seguro de responsabilidade para sua tranquilidade, uso de luz infravermelha para observação e fotos seguras (sem flashes), além de toda a organização para você curtir esse momento raro com a vida selvagem.
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